Quatro frentes de experimentação no Lab do Sebrae Minas. Cada ciclo fecha com um business case que apresento à diretoria. É ali que o investimento seguinte é decidido.
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NDA (Non Disclosure Agreement): Não posso compartilhar todas as informações por motivos de confidencialidade, mas posso fornecer detalhes gerais sobre minha passagem no projeto. As interfaces apresentadas não reproduzem o conteúdo original, alterei as informações para preservar a confidencialidade. Posso detalhar melhor durante uma entrevista de emprego segura.
O Sebrae é a principal instituição de apoio a pequenos negócios do Brasil, e a unidade de Minas Gerais é uma das maiores do sistema. O que se decide ali alcança micro e pequenas empresas de um estado inteiro.
Já conduzi quatro frentes no Lab, uma de cada vez, com um período tocando duas em paralelo, cada uma com público, área e pergunta de negócio próprios: a relação da instituição com as próximas gerações, a geração de negócio entre empresas, a infraestrutura de inovação da própria casa e uma quarta que começou agora. Os ciclos vão de oito semanas a três meses e terminam numa decisão de investimento defendida na diretoria.
Para cada frente eu monto um hub: o sistema onde o experimento vai sendo agrupado enquanto acontece, do briefing à síntese e aos decks. Não é entregável do projeto, é como eu mantenho o time alinhado, e cada frente pediu um sistema diferente. Esse material vira a base de conhecimento de uma IA que responde com o contexto do projeto, e na análise ela faz o trabalho mecânico: transcrição, codificação temática e cruzamento de temas entre grupos. A leitura crítica fica comigo.
Também montei agentes dentro do hub para nivelar áreas que não compartilham vocabulário, e transformei a amostra de um estudo em agente-persona. Os protótipos são navegáveis e versionados no GitHub, feitos com Lovable e Claude Code; tenho estudado front-end para ler e ajustar o código, não só encomendar. A iniciativa foi reconhecida na Loomi e no Sebrae como método de facilitação, e uma dessas ferramentas está indo para a stack de produção da consultoria.
O aperto é o tempo. Cada ciclo tem de oito semanas a três meses para sair de uma pergunta aberta e chegar numa recomendação defendida na diretoria: entender o problema, montar o método, ir a campo, sintetizar, prototipar e testar, tudo dentro dessa janela.
E nenhuma frente se parece com a anterior. Público, área e pergunta mudam a cada ciclo, então o que funcionou no anterior quase nunca serve de molde: cada uma exige aprender um assunto novo e me entender rápido com pessoas de cultura, prazo e vocabulário próprios. Experimentação também é investimento sem resultado garantido, e eu preciso chegar na diretoria com evidência suficiente para a decisão não sair no achismo.
Eu lidero o projeto: defino o método e o recorte de cada ciclo, distribuo e acompanho o trabalho das duas pessoas que tocam a frente comigo, seguro o cronograma e decido o que entra na versão. Método antes de campo, com Matriz CSD, assumption map e roteiros ancorados em comportamento passado (Jobs-to-be-Done), para não tratar opinião declarada como evidência.
Em uma das frentes foram vinte e uma entrevistas em profundidade, mais conversas com especialistas e três dias de co-criação presencial com a equipe da Escola do Sebrae. Em outra, doze entrevistas cruzando os dois lados do mesmo mercado.
No fim de cada ciclo eu construo a narrativa executiva e apresento o business case direto à diretoria: o que foi testado, o que a evidência sustenta e o que está em jogo em seguir ou parar.
Os ciclos que já fecharam foram aprovados para a fase seguinte, com roadmap e handover para quem assume a construção.
A recomendação chega testada: cada uma virou protótipo navegável e foi validada com usuários dentro da própria janela do ciclo, e a decisão tomada na sessão orienta programas que atendem milhares de pequenos negócios em Minas.
O Sebrae renovou com a Loomi e a conta seguiu crescendo em novos aditivos. O que começou como um experimento virou quatro frentes.
